Confesso que estou besta!
O Liberato me passa o dado que esta coluna teve o sexto maior acesso (comentários) em toda a história eletrônica do JP, ou seja, desde 2003.
Não se se fico mais triste com as manifestações totalmente equivocadas ou por me julgarem uma pessoa grossa, capaz de ofender as meninas em público.
Se sou uma anta, há tapires.
Se sou um muar, existem asininos.
Pobre mundo, pobre gente, oh vida, oh céus, oh dor!
domingo, 2 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
UM CONTO DE EDUARDO MINSSEN
ROBÉLIO DA MUFUNFA
“Todas as tardes que caem nuas,
Eu sinto vontade de te beijar.
Olhando as tardes que caem nuas,
Vejo que eu,
Caio junto...”
Estes versos foram escritos por Jeremy Irons, ou Robélio da Mufunfa, para os íntimos de Engenho Grande.
Escolado na capital, malandro de gorjeios interioranos, ele plastificava os pastéis de dona Maria, dia sim outro também, com a tradicional gomalina que caia dos seus cabelos.
“Gente que se preza...”, dizia ele, “tem codinome de gringo!”
O epíteto de Robélio da Mufunfa foi parido por uma de suas vítimas preferidas, mal chegado ele da cidade grande. “Robélio era o seu nome: o dinheiro, agiota filho da puta, sua razão de viver!”, gritava Vasconcelos de Dodô, envenenado pelo desprezo da amada, agora com os bolsos vazios que lhe restaram.
Mas a grana de uma tia solteirona – “uma finíssima professora normalista”, como todos o sabiam – acabou. E Robélio, inútil na arte de gerenciar as suas patacas, transformou-se em Jeremy Irons, falseando versos para qualquer rabo de saia que lhe passasse pelo caminho.
Foi então que deu-se uma semeadura de discórdias e surras homéricas, pois o sujeitinho não era dado a respeitar nem as menininhas do Madre Cândida, muito menos as casadas alegres e dadivosas da tradicional família do Engenho.
Dente a mais, dente a menos, o latrinesco e falso gringo do interior do brasilzão mais varonil, continuava a ter seus encantos. Bom de prosa, coração frouxo, violão afinado, não havia como se negar. Se todos o odiassem da mesma forma que o invejavam, a quizila da pororoca jamais seria resolvida. Se fosse no tempo da ditadura, a mesma que consumiu com o seu pai, poder-se-ia dizer: “Robélio: ame-o ou deixe-o!”.
Pois ele, todos os dias, batia à porta da redação-casa de Carlão da Jurupemba, o editor da Folha do Engenho, o semanário mais porreta daquele sertão. “Não dá, seu Robélio, Não tenho mais espaço para os seus versos!”
E lá então ia ele bater ponto fiel à dona Maria, na birosca da curva da Rua Hermenelau Gomes, onde tudo o que poderia acontecer, acontecia. O velho médico, agora placa da principal artéria da cidade, um prodígio de humanidades, foi quem tirou Robélio do ventre ferido de dona Cotinha, que morreu dois dias depois. Seu Athanásio foi-se embora da cidade com o rebento e a empregada a tiracolo, deixando o sobradinho para o único filho habitar muitos anos depois, mal sabia ele.
“Nasci no Engenho, de parto de luto e aqui vou morrer...”, dizia ele, lacrimoso. “Não importa que não me entendam, que um nordestino de sangue irlandês não possa expressar todo o seu amor pelas mulheres, pela vida. Morra eu de faca de corno infeliz, ou bala de pai enciumado, aqui é o meu lugar...”
E dona Maria meio que o adotou, enxotando com a vassoura de piassava, dando giras ao ar, quem o molestasse. ‘É o meu guri, meu moleque brejeiro, e no fundo não faz mal a ninguém”, repetia sempre.
Mas naquela sexta-feira, a garoa fina, que empapara o seu terno puído de linho, algo tão raro de se ver naqueles brejos, veio molhar uma manhã inesperada.
Robélio cortou caminho e não foi ao Carlão se lamentar e se oferecer. Sentou na mesma mesa carcomida pelo esquecimento do mundo, na velha cadeira de palhinha desfiada, moldada por sua bunda.
“Não, minha Maria querida, hoje eu não quero pastel. Vou morrer, e assim o caixão vai pesar menos!”
A velha taberneira alterou a sobrancelha e Menelau das Vaquinhas, grande produtor de leite do Alto da Sucupira, com doze tetos que lhe sustentavam a vida, virou o pingado escaldante:
“Quié isto, seu Robélio? Hoje é sem pastel e rumo ao Santíssimo?”
“Sim. Hoje acordei como se meu fim estivesse tão próximo que eu lhe pudesse escutar, como muriçoca atrevida que entra na orelha da gente.”
“Credo em cruz, pára de dizer besteira, menino! Queres um pão fresquinho?”, desviou a dona do bar.
“Carece não, minha mãezinha. Já disse que o caixão fica mais levinho...”
Entrou e saiu gente sem parar do Bar Batimão, nome criativo oferecido pelo próprio, quando a dona ficou viúva e deu-se conta que Bar do Moreira não ficava de todo bem..
Carlinhos, como de costume, apontou o jogo. Antinesca Maria, flor de viúva, passou sem que Robélio – ou Jeremy? – lhe alcançasse sequer uma nesga de olhar. Nem a caderneta, num canto com a Parker, foi aberta quando Alicinha, “minha flor de maracujá com mel”, girou pontualmente os calcanhares na soleira.
No fim da manhã, o zum-zum-zum corrente na cidade já era um só, com o típico resultado da transmissão oral popular; Robélio da Mufunfa, ou Jeremy Irons, havia previsto a sua morte para aquele dia. A dúvida, dona Cartuxa não sabia dizer ao certo, é se a morte se daria às doze badaladas do meio do dia ou na sexta da tarde, em ponto, como Darcizinha da Casa das Meias assegurava. “Mas de hoje não passa!”, garantia solenemente Antenor Pacheco, o Coronel Pachecão, recém chegado da Fazenda Olhos d´Água.
E o meio dia passou, com vários conhecidos e anônimos de sentinela no bar.
As duas da tarde, Clorindo Ivan, o cabo Clô, chegou com os praças Adhemar e Juvenal, “pois tudo na vida, ainda mais a morte, carece de ordem e respeito, ora sô!”
Robélio continuava estático, rigorosamente imóvel, girando apenas os seus 960 réis de prata, única herança materna que ele herdara. Seu olhar era vago, de soslaio à emboscada da vida – ou da morte? – garantiam todos.
O meio da tarde encontrou o comércio da localidade literalmente fechado.
Ninguém queria perder o acontecimento. Até Chicão de Deodara, o último que lhe dera um pranchaço pelo atrevimento à Dorinha, fungou resignado: “Não, tão mau o cabra realmente não era...”, para o assentimento unânime do círculo mais próximo.
Dona Maria não dava conta dos quitutes e gasosas que vendia. A pinga, estava proibida por ela mesmo. Até Celoni viera lhe ajudar. Joãozinho, filho da Universinda, aproveitava o movimento e, mesmo sob o olhar reprovador e concorrente da dona do boteco, vendia rapaduras mal esfriadas do fogão da mãe.
As cinco e trinta em ponto chegou o padre Ezequiel, com sua bengala de camboim:
“Meu povo, que circo deprimente. Vocês não vão tomar tenência? Ninguém mais teme a Deus nesta cidade?”
Olhos baixos, alguns até envergonhados, o povaredo não cabia mais no salão, na varanda fronteira e no terreiro dos fundos, mesmo coma garoa insistente.
Foi aí – e todos concordam – que tudo começou a acontecer.
Robélio foi se levantando lentamente. A sua fatiota amassada lhe caía muito bem. Os ombros foram adquirindo altivez e os pulmões se foram a pleno:
“ Minha gente, está chegando a minha hora, a minha vez, e eu não quero me alongar...”
O mais auditivo dos viventes pode então, claramente, escutar cinco zumbidos de cinco moscas, uma esquadrilha a interferir com o assombro do silêncio.
“Me perdoem, por favor...Nada quis fazer de mal a ninguém. Dona Célia, aí no canto escondida: cuide bem de seu Vavá. Se ele é ruim de cama, é bom de mesa garantida, sempre farta, como vossos generosos culotes o provam...”
“Valdívio: aqueles cinco contos que me deves, pode esquecer, não vou precisar mais. Fonsinho, Fonsinho velho de guerra: minha bicuda é tua, vai, pega, e nunca mais tira da cintura. Padre, perdão por tudo. Deus me entende!”
“Não blasfeme, corrupião de satanás!” ruborizou-se o religioso.
“Ondina, os versos que não terminei um dia, ainda sussurrarei nos seus sonhos...”
“Ohhhh!”, geral. Até Ondina?
“People of my heart, como se diria na boa e velha Dublin, me tenham como sempre eu no fundo fui: um amigo, um apaixonado por este delicioso mundão de Deus e por todos vocês!”
O choro de Maria não pode mais ser contido e a velha garçonete e cozinheira dos sertanejos disparou cozinha adentro, único reduto ainda não definitivamente invadido, protegido que estava pela longa colher de pau da nega Leocádia.
“Minha hora chegou e meu dever com a providência não pode mais ser postergado! Um Homem não o é por nascença divina, mas por opção humana e eu não lhes falharei neste momento. Queiram-me de braços abertos, valhalas das alturas, que eu vou partir!”
Silêncio.
Silêncio por um minuto.
Silêncio por dois minutos.
Silêncio por cinco minutos.
Robélio estava em transe, olhos fechados, uma estátua.
Mais um pouco e os olhos da platéia, esbugalhados, já eram acompanhados de muxoxos variados.
Alfredinho não se conteve:
“Cumé, cabra: vai ou não vai?”
Foi neste instante que a Serra de Ibiacanga assistiu ao maior corisco que São Pedro já havia produzido. O raio, riscou, de fora a fora, o zinco enferrujado do botequim.
Foi um tal de salta pra cá, pula de lá, passa por cima, cai por baixo, que quando tudo serenou pouco restava do estabelecimento tradicional.
Por milagre divino – tanto que até romaria virou – todos escaparam razoavelmente ilesos.
Todos menos um.
Quando tudo definitivamente sentou poeira e os pedriscos pararam de rolar na rua, as dezenas de pares de olhos restantes se fixaram no bardo: Robélio Macedo estava estendido no cimento alisado, de barriga para cima e sorriso muito tranqüilo. Seu cheiro lembrava o de um porco sapecado, misturado com o de perfume Acqua Velva. E, não deixava de ser o homem bonito que sempre fora.
Antes que a consternação atingisse a todos e o choro a muitas, o padre sentenciou:
“Pediu, levou. Deus não protege os blasfemos e sacripantas. Que a ira divina sirva de exemplo a todos vós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!”
“Amém!”, responderam todos.
E, no dia seguinte, o agreste floriu-se de forma nunca vista, mesmo pelos mais antigos.
A chuva já havia terminado e a procissão subia a ladeira do Municipal em seus trajes mais finos.
“Não é todo dia que morre um assim”, disse o Esperidião da farmácia.
E aquele sábado no Engenho Grande será para todo o sempre lembrado como o dia do enterro do Robélio, um dia após sua morte, trinta e quatro anos e cento e vinte e cinco dias depois do seu nascimento.
E, como praga de gafanhoto,o que se viu nos meses que sucederam aquele fato, foi uma formidável guerra coletiva conjugal, que acabou com a tradicional família local, e uma debandada das colegiais de seus afazeres culturais.
Por isto, diz-se agora naquelas bandas, “nada do que foi, será, de novo do jeito que já foi um dia...” como dizia a música lá do sul.
“Todas as tardes que caem nuas,
Eu sinto vontade de te beijar.
Olhando as tardes que caem nuas,
Vejo que eu,
Caio junto...”
Estes versos foram escritos por Jeremy Irons, ou Robélio da Mufunfa, para os íntimos de Engenho Grande.
Escolado na capital, malandro de gorjeios interioranos, ele plastificava os pastéis de dona Maria, dia sim outro também, com a tradicional gomalina que caia dos seus cabelos.
“Gente que se preza...”, dizia ele, “tem codinome de gringo!”
O epíteto de Robélio da Mufunfa foi parido por uma de suas vítimas preferidas, mal chegado ele da cidade grande. “Robélio era o seu nome: o dinheiro, agiota filho da puta, sua razão de viver!”, gritava Vasconcelos de Dodô, envenenado pelo desprezo da amada, agora com os bolsos vazios que lhe restaram.
Mas a grana de uma tia solteirona – “uma finíssima professora normalista”, como todos o sabiam – acabou. E Robélio, inútil na arte de gerenciar as suas patacas, transformou-se em Jeremy Irons, falseando versos para qualquer rabo de saia que lhe passasse pelo caminho.
Foi então que deu-se uma semeadura de discórdias e surras homéricas, pois o sujeitinho não era dado a respeitar nem as menininhas do Madre Cândida, muito menos as casadas alegres e dadivosas da tradicional família do Engenho.
Dente a mais, dente a menos, o latrinesco e falso gringo do interior do brasilzão mais varonil, continuava a ter seus encantos. Bom de prosa, coração frouxo, violão afinado, não havia como se negar. Se todos o odiassem da mesma forma que o invejavam, a quizila da pororoca jamais seria resolvida. Se fosse no tempo da ditadura, a mesma que consumiu com o seu pai, poder-se-ia dizer: “Robélio: ame-o ou deixe-o!”.
Pois ele, todos os dias, batia à porta da redação-casa de Carlão da Jurupemba, o editor da Folha do Engenho, o semanário mais porreta daquele sertão. “Não dá, seu Robélio, Não tenho mais espaço para os seus versos!”
E lá então ia ele bater ponto fiel à dona Maria, na birosca da curva da Rua Hermenelau Gomes, onde tudo o que poderia acontecer, acontecia. O velho médico, agora placa da principal artéria da cidade, um prodígio de humanidades, foi quem tirou Robélio do ventre ferido de dona Cotinha, que morreu dois dias depois. Seu Athanásio foi-se embora da cidade com o rebento e a empregada a tiracolo, deixando o sobradinho para o único filho habitar muitos anos depois, mal sabia ele.
“Nasci no Engenho, de parto de luto e aqui vou morrer...”, dizia ele, lacrimoso. “Não importa que não me entendam, que um nordestino de sangue irlandês não possa expressar todo o seu amor pelas mulheres, pela vida. Morra eu de faca de corno infeliz, ou bala de pai enciumado, aqui é o meu lugar...”
E dona Maria meio que o adotou, enxotando com a vassoura de piassava, dando giras ao ar, quem o molestasse. ‘É o meu guri, meu moleque brejeiro, e no fundo não faz mal a ninguém”, repetia sempre.
Mas naquela sexta-feira, a garoa fina, que empapara o seu terno puído de linho, algo tão raro de se ver naqueles brejos, veio molhar uma manhã inesperada.
Robélio cortou caminho e não foi ao Carlão se lamentar e se oferecer. Sentou na mesma mesa carcomida pelo esquecimento do mundo, na velha cadeira de palhinha desfiada, moldada por sua bunda.
“Não, minha Maria querida, hoje eu não quero pastel. Vou morrer, e assim o caixão vai pesar menos!”
A velha taberneira alterou a sobrancelha e Menelau das Vaquinhas, grande produtor de leite do Alto da Sucupira, com doze tetos que lhe sustentavam a vida, virou o pingado escaldante:
“Quié isto, seu Robélio? Hoje é sem pastel e rumo ao Santíssimo?”
“Sim. Hoje acordei como se meu fim estivesse tão próximo que eu lhe pudesse escutar, como muriçoca atrevida que entra na orelha da gente.”
“Credo em cruz, pára de dizer besteira, menino! Queres um pão fresquinho?”, desviou a dona do bar.
“Carece não, minha mãezinha. Já disse que o caixão fica mais levinho...”
Entrou e saiu gente sem parar do Bar Batimão, nome criativo oferecido pelo próprio, quando a dona ficou viúva e deu-se conta que Bar do Moreira não ficava de todo bem..
Carlinhos, como de costume, apontou o jogo. Antinesca Maria, flor de viúva, passou sem que Robélio – ou Jeremy? – lhe alcançasse sequer uma nesga de olhar. Nem a caderneta, num canto com a Parker, foi aberta quando Alicinha, “minha flor de maracujá com mel”, girou pontualmente os calcanhares na soleira.
No fim da manhã, o zum-zum-zum corrente na cidade já era um só, com o típico resultado da transmissão oral popular; Robélio da Mufunfa, ou Jeremy Irons, havia previsto a sua morte para aquele dia. A dúvida, dona Cartuxa não sabia dizer ao certo, é se a morte se daria às doze badaladas do meio do dia ou na sexta da tarde, em ponto, como Darcizinha da Casa das Meias assegurava. “Mas de hoje não passa!”, garantia solenemente Antenor Pacheco, o Coronel Pachecão, recém chegado da Fazenda Olhos d´Água.
E o meio dia passou, com vários conhecidos e anônimos de sentinela no bar.
As duas da tarde, Clorindo Ivan, o cabo Clô, chegou com os praças Adhemar e Juvenal, “pois tudo na vida, ainda mais a morte, carece de ordem e respeito, ora sô!”
Robélio continuava estático, rigorosamente imóvel, girando apenas os seus 960 réis de prata, única herança materna que ele herdara. Seu olhar era vago, de soslaio à emboscada da vida – ou da morte? – garantiam todos.
O meio da tarde encontrou o comércio da localidade literalmente fechado.
Ninguém queria perder o acontecimento. Até Chicão de Deodara, o último que lhe dera um pranchaço pelo atrevimento à Dorinha, fungou resignado: “Não, tão mau o cabra realmente não era...”, para o assentimento unânime do círculo mais próximo.
Dona Maria não dava conta dos quitutes e gasosas que vendia. A pinga, estava proibida por ela mesmo. Até Celoni viera lhe ajudar. Joãozinho, filho da Universinda, aproveitava o movimento e, mesmo sob o olhar reprovador e concorrente da dona do boteco, vendia rapaduras mal esfriadas do fogão da mãe.
As cinco e trinta em ponto chegou o padre Ezequiel, com sua bengala de camboim:
“Meu povo, que circo deprimente. Vocês não vão tomar tenência? Ninguém mais teme a Deus nesta cidade?”
Olhos baixos, alguns até envergonhados, o povaredo não cabia mais no salão, na varanda fronteira e no terreiro dos fundos, mesmo coma garoa insistente.
Foi aí – e todos concordam – que tudo começou a acontecer.
Robélio foi se levantando lentamente. A sua fatiota amassada lhe caía muito bem. Os ombros foram adquirindo altivez e os pulmões se foram a pleno:
“ Minha gente, está chegando a minha hora, a minha vez, e eu não quero me alongar...”
O mais auditivo dos viventes pode então, claramente, escutar cinco zumbidos de cinco moscas, uma esquadrilha a interferir com o assombro do silêncio.
“Me perdoem, por favor...Nada quis fazer de mal a ninguém. Dona Célia, aí no canto escondida: cuide bem de seu Vavá. Se ele é ruim de cama, é bom de mesa garantida, sempre farta, como vossos generosos culotes o provam...”
“Valdívio: aqueles cinco contos que me deves, pode esquecer, não vou precisar mais. Fonsinho, Fonsinho velho de guerra: minha bicuda é tua, vai, pega, e nunca mais tira da cintura. Padre, perdão por tudo. Deus me entende!”
“Não blasfeme, corrupião de satanás!” ruborizou-se o religioso.
“Ondina, os versos que não terminei um dia, ainda sussurrarei nos seus sonhos...”
“Ohhhh!”, geral. Até Ondina?
“People of my heart, como se diria na boa e velha Dublin, me tenham como sempre eu no fundo fui: um amigo, um apaixonado por este delicioso mundão de Deus e por todos vocês!”
O choro de Maria não pode mais ser contido e a velha garçonete e cozinheira dos sertanejos disparou cozinha adentro, único reduto ainda não definitivamente invadido, protegido que estava pela longa colher de pau da nega Leocádia.
“Minha hora chegou e meu dever com a providência não pode mais ser postergado! Um Homem não o é por nascença divina, mas por opção humana e eu não lhes falharei neste momento. Queiram-me de braços abertos, valhalas das alturas, que eu vou partir!”
Silêncio.
Silêncio por um minuto.
Silêncio por dois minutos.
Silêncio por cinco minutos.
Robélio estava em transe, olhos fechados, uma estátua.
Mais um pouco e os olhos da platéia, esbugalhados, já eram acompanhados de muxoxos variados.
Alfredinho não se conteve:
“Cumé, cabra: vai ou não vai?”
Foi neste instante que a Serra de Ibiacanga assistiu ao maior corisco que São Pedro já havia produzido. O raio, riscou, de fora a fora, o zinco enferrujado do botequim.
Foi um tal de salta pra cá, pula de lá, passa por cima, cai por baixo, que quando tudo serenou pouco restava do estabelecimento tradicional.
Por milagre divino – tanto que até romaria virou – todos escaparam razoavelmente ilesos.
Todos menos um.
Quando tudo definitivamente sentou poeira e os pedriscos pararam de rolar na rua, as dezenas de pares de olhos restantes se fixaram no bardo: Robélio Macedo estava estendido no cimento alisado, de barriga para cima e sorriso muito tranqüilo. Seu cheiro lembrava o de um porco sapecado, misturado com o de perfume Acqua Velva. E, não deixava de ser o homem bonito que sempre fora.
Antes que a consternação atingisse a todos e o choro a muitas, o padre sentenciou:
“Pediu, levou. Deus não protege os blasfemos e sacripantas. Que a ira divina sirva de exemplo a todos vós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!”
“Amém!”, responderam todos.
E, no dia seguinte, o agreste floriu-se de forma nunca vista, mesmo pelos mais antigos.
A chuva já havia terminado e a procissão subia a ladeira do Municipal em seus trajes mais finos.
“Não é todo dia que morre um assim”, disse o Esperidião da farmácia.
E aquele sábado no Engenho Grande será para todo o sempre lembrado como o dia do enterro do Robélio, um dia após sua morte, trinta e quatro anos e cento e vinte e cinco dias depois do seu nascimento.
E, como praga de gafanhoto,o que se viu nos meses que sucederam aquele fato, foi uma formidável guerra coletiva conjugal, que acabou com a tradicional família local, e uma debandada das colegiais de seus afazeres culturais.
Por isto, diz-se agora naquelas bandas, “nada do que foi, será, de novo do jeito que já foi um dia...” como dizia a música lá do sul.
domingo, 2 de setembro de 2007
Curiosidade mata!
Amigas e amigos:
Curiosidade mata. E eu não posso perder o meu emprego no jornal.
Por isto, as top ten serão divulgadas só na quarta-feira.
Lamento, e continue freqüentando este espaço
Curiosidade mata. E eu não posso perder o meu emprego no jornal.
Por isto, as top ten serão divulgadas só na quarta-feira.
Lamento, e continue freqüentando este espaço
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Esta aconteceu...
Rua 7 de Setembro, em plena tarde. Casal de repórteres (?) entrevista o povo na rua. Escolhido um popular-simplório, este não sabe responder a pergunta, que era sobre a Prefeitura. O casalzinho não teve dúvidas: "quem sabe isto, quem sabe aquilo...". Isto é que é entrevista, que depois sai naquelas carinhas 3 x 4...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Para refletir...
Por Jorge Olímpio Bento
Reforma, metamorfose e desmemoriação
A BOLA, 12.07.2007
Lisboa
Decidi ser pós-moderno e neoliberal. Ora isto implica não ter passado, esquecê-lo e recusá-lo. Não existem, portanto, nunca existiram, a casa pobre onde nasci, a aldeia ignota donde vim, o país de fome e miséria, opressão e escuridão em que cresci, a dura escola das letras e da vida que frequentei, os princípios e valores em que me criei, os ideais que acalentei, as lutas em que participei, as conquistas que testemunhei, os progressos de que beneficiei, o contexto cívico e ético em que me formei, a Universidade à qual me entreguei.
Sou reforma e metamorfose. Fica para trás, desmentido e desfeito, tudo o que acumulei, defendi e pratiquei ao longo dos anos. Tudo passou e está fora de moda: os ensinamentos dos livros, a história e a filosofia, a memória e a esperança, o direito e a política, as diferenças ideológicas e programáticas dos partidos, as convicções e utopias, os gritos de revolta e liberdade, as canções românticas. Estou a deitar tudo fora.
Tudo isso me apouca, aprisiona, incomoda e persegue. É um espelho de imagens que me desafia e agride a consciência e faz a vida difícil. Exige coerência, persistência, esforço e empenhamento e torna-me cúmplice da injustiça à solta. Eu não suporto isso. Quero mudar de rumo, não ter face nem identidade; embarcar na onda do deleite, do oportunismo, cinzentismo e comodismo. Trocar o apego à firmeza e defesa da verdade pela adesão à fluidez das conveniências. Quero estar do lado donde sopram os ventos e não encarar o monte de lembranças inquietantes e de compromissos assumidos nesta caminhada longa e grisalha. Uma a uma, quero apagar as imagens dos sítios por onde andei, as missões e causas que abracei. Não tenho espaço para tanto arquivo. Detesto o Outono e Inverno; quero viver sempre entre a Primavera e o Verão.
Também quero esquecer a cidade, as praças e casas, até porque já não existem de facto, demolidas que foram para dar lugar a bancos e outros templos do mercado e finança. Vou riscar da memória os cinemas, cafés, teatros, igrejas, clubes, campos de jogos e demais centros de convívio e tertúlia e, no seu lugar, registar as construções, estruturas e entidades que hoje esbravejam para povoar todo o espaço que nos separa do céu e para impor deuses superiores aos que foram meus.
Não retenho nada da infância; arranco molduras penduradas na parede do tempo. Não são mais quadros merecedores do meu apreço. Olho para trás e entranha-se em mim a sensação de estranheza em relação ao emaranhado de sentimentos que me levavam a pensar nos outros e a conter a indiferença, o individualismo e egoísmo. Morra o bem público e viva o interesse privado!
Agora que nenhum edifício resta na memória, eu não sei dizer o que sou e se existo, já que não me consigo ver a mim próprio. Só sei que não vou voltar para a casa antiga. Não quero saber de quem lá vivia e de como vai viver para além dela. Não quero saber que lá vivi, nem de quem não tem e nunca terá casa. Quero apenas evitar que as ruínas resistam ao meu projeto de desmemoriamento e teimem em avivar este sentimento de vazio ruim, o único que fica de todos os que ferem a minha carne e se atravessam no caminho de me libertar do passado.
Para o serviço da conversão ficar bem feito, reduzirei a cinza e nada toda a reminiscência que possa roubar tempo à decisão de me entregar, de modo acelerado, vistoso e confesso, à novidade e à criação da minha descomprometida condição de pós-moderno e neoliberal.
De professor passei a facilitador; não há mais lições para dar. Pertenço, de corpo inteiro, a esta sociedade incapaz de tudo, inclusive de notar as diferenças. Doravante a minha memória está limpa do que me ligava ao passado. De resto o que não se passou não pode ser passado; o que não sucedeu não pode ser lembrança. Sou expressão da desmemoriação. Oiçam bem: recuso, renego e abjuro o passado. Todo eu sou eterno presente, sobrevivo no limbo das inovações e adaptações permanentes. Desta forma reciclado, estou apto a subir no aparelho de Estado – ou noutro qualquer – e a aceder ao exercício das mais altas funções. Se assim o quiser a divina ou outra providência, eu vou longe.
Claro que carreguei nas tintas; mas exagerar é uma maneira de alertar.
Reforma, metamorfose e desmemoriação
A BOLA, 12.07.2007
Lisboa
Decidi ser pós-moderno e neoliberal. Ora isto implica não ter passado, esquecê-lo e recusá-lo. Não existem, portanto, nunca existiram, a casa pobre onde nasci, a aldeia ignota donde vim, o país de fome e miséria, opressão e escuridão em que cresci, a dura escola das letras e da vida que frequentei, os princípios e valores em que me criei, os ideais que acalentei, as lutas em que participei, as conquistas que testemunhei, os progressos de que beneficiei, o contexto cívico e ético em que me formei, a Universidade à qual me entreguei.
Sou reforma e metamorfose. Fica para trás, desmentido e desfeito, tudo o que acumulei, defendi e pratiquei ao longo dos anos. Tudo passou e está fora de moda: os ensinamentos dos livros, a história e a filosofia, a memória e a esperança, o direito e a política, as diferenças ideológicas e programáticas dos partidos, as convicções e utopias, os gritos de revolta e liberdade, as canções românticas. Estou a deitar tudo fora.
Tudo isso me apouca, aprisiona, incomoda e persegue. É um espelho de imagens que me desafia e agride a consciência e faz a vida difícil. Exige coerência, persistência, esforço e empenhamento e torna-me cúmplice da injustiça à solta. Eu não suporto isso. Quero mudar de rumo, não ter face nem identidade; embarcar na onda do deleite, do oportunismo, cinzentismo e comodismo. Trocar o apego à firmeza e defesa da verdade pela adesão à fluidez das conveniências. Quero estar do lado donde sopram os ventos e não encarar o monte de lembranças inquietantes e de compromissos assumidos nesta caminhada longa e grisalha. Uma a uma, quero apagar as imagens dos sítios por onde andei, as missões e causas que abracei. Não tenho espaço para tanto arquivo. Detesto o Outono e Inverno; quero viver sempre entre a Primavera e o Verão.
Também quero esquecer a cidade, as praças e casas, até porque já não existem de facto, demolidas que foram para dar lugar a bancos e outros templos do mercado e finança. Vou riscar da memória os cinemas, cafés, teatros, igrejas, clubes, campos de jogos e demais centros de convívio e tertúlia e, no seu lugar, registar as construções, estruturas e entidades que hoje esbravejam para povoar todo o espaço que nos separa do céu e para impor deuses superiores aos que foram meus.
Não retenho nada da infância; arranco molduras penduradas na parede do tempo. Não são mais quadros merecedores do meu apreço. Olho para trás e entranha-se em mim a sensação de estranheza em relação ao emaranhado de sentimentos que me levavam a pensar nos outros e a conter a indiferença, o individualismo e egoísmo. Morra o bem público e viva o interesse privado!
Agora que nenhum edifício resta na memória, eu não sei dizer o que sou e se existo, já que não me consigo ver a mim próprio. Só sei que não vou voltar para a casa antiga. Não quero saber de quem lá vivia e de como vai viver para além dela. Não quero saber que lá vivi, nem de quem não tem e nunca terá casa. Quero apenas evitar que as ruínas resistam ao meu projeto de desmemoriamento e teimem em avivar este sentimento de vazio ruim, o único que fica de todos os que ferem a minha carne e se atravessam no caminho de me libertar do passado.
Para o serviço da conversão ficar bem feito, reduzirei a cinza e nada toda a reminiscência que possa roubar tempo à decisão de me entregar, de modo acelerado, vistoso e confesso, à novidade e à criação da minha descomprometida condição de pós-moderno e neoliberal.
De professor passei a facilitador; não há mais lições para dar. Pertenço, de corpo inteiro, a esta sociedade incapaz de tudo, inclusive de notar as diferenças. Doravante a minha memória está limpa do que me ligava ao passado. De resto o que não se passou não pode ser passado; o que não sucedeu não pode ser lembrança. Sou expressão da desmemoriação. Oiçam bem: recuso, renego e abjuro o passado. Todo eu sou eterno presente, sobrevivo no limbo das inovações e adaptações permanentes. Desta forma reciclado, estou apto a subir no aparelho de Estado – ou noutro qualquer – e a aceder ao exercício das mais altas funções. Se assim o quiser a divina ou outra providência, eu vou longe.
Claro que carreguei nas tintas; mas exagerar é uma maneira de alertar.
Engraçadinho, né?
Grass Potter, da lataPor Haroldo Ceravolo Sereza
De propósito ou involuntariamente, o nome do famoso mago mirim de J.K. Rowling guarda referências à maconha
Harry Potter, agora no quinto episódio cinematográfico e perto do seu sétimo e derradeiro livro, não teve seu nome traduzido para o português, um padrão seguido pelos mais gabaritados profissionais do mercado nos dias de hoje. Mas nem sempre foi assim: Carlos Drummond de Andrade, que além de poeta e cronista, verteu para o português obras em prosa, chamou de Teresa a heroína francesa de um romance relançado há alguns anos com o nome de “Thérèse Desqueyroux”, de François Mauriac, prêmio Nobel de Literatura.
Se a tradutora Lia Wyler seguisse o padrão antigo, um dos nomes que Harry poderia receber talvez viesse a causar constrangimentos para seus editores: Haroldinho Maconheiro é uma versão possível, já sugerido por um escritor muito popular entre as crianças, num debate público na Academia Brasileira de Letras, na época do lançamento do segundo livro da série no Brasil. Isso porque “pot” é maconha em inglês. “Potter”, com a terminação “er”, pode ser entendido, com uma certa malícia, entre outras possibilidades, como “maconheiro”.
E, assim, Potter não seria uma referência ingênua aos vizinhos de infância de J.K. Rowling, como costuma narrar a própria autora nas raras, mas disputadas entrevistas que dá. Embora o termo “marijuana”, proveniente do espanhol, seja o mais utilizado, especialmente nos Estados Unidos, “pot” aparece, com esse sentido, por exemplo, no popular dicionário “Michaelis Português-Inglês”.
Tudo bem, mas acho que vocês estão exagerando, pensa o leitor. Sim, estamos, mas não somos os únicos nessa viagem. Em 19 de agosto de 2000, Mirna Feitoza, da “Folha de S. Paulo”, “pescou” uma outra associação à maconha nos originais de Rowling. No Brasil, os “muggles”, as pessoas normais -contadores, bancários, médicos, livreiros, entre tantas outras profissões-, foram chamadas de “trouxas”. “Muggle”, segundo Feitoza, é uma outra gíria para maconha. Sua principal fonte: “The Oxford Dictionary of Modern Slang” (um dicionário de gírias), que conta a “trajetória” do termo: a primeira “aparição” é de 1926, no plural, significando “marijuana”; em 1969, ele ganha um “esse”, e passa a ser usada para indicar um cigarro de maconha.
Outra fonte é o “Webster's Third New International Dictionary”, que remete a uma outra palavra que, por sua vez, também significa cigarro de maconha. Feitoza elogia a escolha da palavra trouxa, mas, por sua vez, não nota que a tradutora pode ter até feito a mesma associação que J.K. Rowling, pois “trouxa” é uma palavra que, no dia-a-dia das delegacias e das páginas policiais dos jornais, costuma ser associada a uma pequena quantidade de maconha.
Claro que esta é uma leitura bastante livre do livro. Mais do que isso, é enviesada -e, com um pequeno esforço, qualquer um pode transformá-la numa leitura paranóica. Basta ignorar a importância que o duplo (ou múltiplo) sentido tem para a literatura e acrescentar frases feitas do tipo: “É esse tipo de porcaria que nossas crianças estão lendo”; “os pais deveriam ter cuidado com o que os filhos lêem”, “não estou contra a liberdade, mas acho que um livro para crianças...” etc.
Além disso, “potter” tem acepções muito mais óbvias, com associações mais instantâneas. “Potter”, ensina o dicionário, deve ser, como substantivo, traduzido antes por “oleiro” (fazedor de potes de argila) e por “enlatador de conservas”.
O que, novamente, tem sua graça, dessa vez só em português: nos anos 1980, a carga de um navio foi lançada ao mar, no Rio de Janeiro. Eram muitas latas de conserva -só que elas não tinham ervilhas ou atum- estavam, na verdade, cheias de... maconha. Correu o boato de que ela produzia efeitos em seus usuários não obtidos com as vendidas nos morros cariocas -o que rendeu uma nova gíria em português: “Essa é da lata” passou a significar “pot” de excelente qualidade.
De propósito ou involuntariamente, o nome do famoso mago mirim de J.K. Rowling guarda referências à maconha
Harry Potter, agora no quinto episódio cinematográfico e perto do seu sétimo e derradeiro livro, não teve seu nome traduzido para o português, um padrão seguido pelos mais gabaritados profissionais do mercado nos dias de hoje. Mas nem sempre foi assim: Carlos Drummond de Andrade, que além de poeta e cronista, verteu para o português obras em prosa, chamou de Teresa a heroína francesa de um romance relançado há alguns anos com o nome de “Thérèse Desqueyroux”, de François Mauriac, prêmio Nobel de Literatura.
Se a tradutora Lia Wyler seguisse o padrão antigo, um dos nomes que Harry poderia receber talvez viesse a causar constrangimentos para seus editores: Haroldinho Maconheiro é uma versão possível, já sugerido por um escritor muito popular entre as crianças, num debate público na Academia Brasileira de Letras, na época do lançamento do segundo livro da série no Brasil. Isso porque “pot” é maconha em inglês. “Potter”, com a terminação “er”, pode ser entendido, com uma certa malícia, entre outras possibilidades, como “maconheiro”.
E, assim, Potter não seria uma referência ingênua aos vizinhos de infância de J.K. Rowling, como costuma narrar a própria autora nas raras, mas disputadas entrevistas que dá. Embora o termo “marijuana”, proveniente do espanhol, seja o mais utilizado, especialmente nos Estados Unidos, “pot” aparece, com esse sentido, por exemplo, no popular dicionário “Michaelis Português-Inglês”.
Tudo bem, mas acho que vocês estão exagerando, pensa o leitor. Sim, estamos, mas não somos os únicos nessa viagem. Em 19 de agosto de 2000, Mirna Feitoza, da “Folha de S. Paulo”, “pescou” uma outra associação à maconha nos originais de Rowling. No Brasil, os “muggles”, as pessoas normais -contadores, bancários, médicos, livreiros, entre tantas outras profissões-, foram chamadas de “trouxas”. “Muggle”, segundo Feitoza, é uma outra gíria para maconha. Sua principal fonte: “The Oxford Dictionary of Modern Slang” (um dicionário de gírias), que conta a “trajetória” do termo: a primeira “aparição” é de 1926, no plural, significando “marijuana”; em 1969, ele ganha um “esse”, e passa a ser usada para indicar um cigarro de maconha.
Outra fonte é o “Webster's Third New International Dictionary”, que remete a uma outra palavra que, por sua vez, também significa cigarro de maconha. Feitoza elogia a escolha da palavra trouxa, mas, por sua vez, não nota que a tradutora pode ter até feito a mesma associação que J.K. Rowling, pois “trouxa” é uma palavra que, no dia-a-dia das delegacias e das páginas policiais dos jornais, costuma ser associada a uma pequena quantidade de maconha.
Claro que esta é uma leitura bastante livre do livro. Mais do que isso, é enviesada -e, com um pequeno esforço, qualquer um pode transformá-la numa leitura paranóica. Basta ignorar a importância que o duplo (ou múltiplo) sentido tem para a literatura e acrescentar frases feitas do tipo: “É esse tipo de porcaria que nossas crianças estão lendo”; “os pais deveriam ter cuidado com o que os filhos lêem”, “não estou contra a liberdade, mas acho que um livro para crianças...” etc.
Além disso, “potter” tem acepções muito mais óbvias, com associações mais instantâneas. “Potter”, ensina o dicionário, deve ser, como substantivo, traduzido antes por “oleiro” (fazedor de potes de argila) e por “enlatador de conservas”.
O que, novamente, tem sua graça, dessa vez só em português: nos anos 1980, a carga de um navio foi lançada ao mar, no Rio de Janeiro. Eram muitas latas de conserva -só que elas não tinham ervilhas ou atum- estavam, na verdade, cheias de... maconha. Correu o boato de que ela produzia efeitos em seus usuários não obtidos com as vendidas nos morros cariocas -o que rendeu uma nova gíria em português: “Essa é da lata” passou a significar “pot” de excelente qualidade.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
PRAÇAS!!!
Pois é: depois de ter me eximido de participar de duas licitações, veio a terceira. Com dispensa, mas com tomada de menor preço. Três empresas ofereceram seus serviços e eu ganhei pelo menor preço por m2/preço global.
Mas que a cidade não se iluda: há mais de 110.000 m2 de praças, foram licitados 81 mil...Assim é que alguns logradouros não serão visitados toda a semana.
Primeiro vamos atacar com uma limpeza geral e depois virão as pequenas melhorias. Não se iludam, por que o orçamento é muito apertado.
Mas que a cidade não se iluda: há mais de 110.000 m2 de praças, foram licitados 81 mil...Assim é que alguns logradouros não serão visitados toda a semana.
Primeiro vamos atacar com uma limpeza geral e depois virão as pequenas melhorias. Não se iludam, por que o orçamento é muito apertado.
QUE SEMANA!
Que semana...Nunca esperei a repercussão que teve o meu desabafo sobre o sofrimento dos moradores da Sete. Associaram por eu ser gremista (e, logo, anti-colorado?) e ponto final. Ninguém quer saber pelo que passam outras pessoas. Muitas, infelizmente, se acovardam. Eu, acho que fui forjado sob outra tempera. Prefiro pagar pelo excesso do que pela omissão. Questão de ponto de vista!
quarta-feira, 9 de maio de 2007
RODA RODA VIRA, RODA RODA VEM III
JP 09/05/2007
O dossiê Amadeu: Para tranqüilizar representantes da Prefeitura e das cooperativas envolvidas na negociação com o grupo português Centena, o advogado Marcos Caseiro, paulista que presta serviço para a empresa no Brasil, está preparando um relatório sobre o empresário português Amadeu Costa Oliveira. O documento será apresentado ao secretário municipal de Agricultura, Antônio Wilson Correa da Silva, principal articulador das negociações, e para as cooperativas envolvidas, Coriscal e Cotricasul. Uma das informações que deverá constar no documento é o patrimônio que Amadeu Costa Oliveira tem em Moçambique, onde ele é proprietário de uma serraria e também de 180 mil hectares de florestas. A Centena tem projetos para investir até 70 milhões de euros nas áreas de biodiesel, exportação de produtos beneficiados à base de arroz e soja, criação de uma bolsa de negócios e fomento à diversificação da produção agrícola cachoeirense. O clima de desconfiança, que o leitor confere na página 6 desta edição, começou com a boataria sobre processos envolvendo Amadeu disponíveis na internet. Houve intensa correria tanto na Prefeitura quanto nas cooperativas, com muito associado checando pelo Google onde o nome de Amadeu Oliveira ia dar.
Estes dados fornecidos pelo advogado citado, não procedem. Moçambique, como Estado socialista, dirigido por um partido comunista único (FRELIMO) tem inúmeros negócios internacionais e pequenas propriedades privadas. Já 180 mil hectares de florestas, óbviamente, não são titulados. Devem ser apenas "direito de exploração", ou seja, "concessões" do governo daquele país.
Estes dados fornecidos pelo advogado citado, não procedem. Moçambique, como Estado socialista, dirigido por um partido comunista único (FRELIMO) tem inúmeros negócios internacionais e pequenas propriedades privadas. Já 180 mil hectares de florestas, óbviamente, não são titulados. Devem ser apenas "direito de exploração", ou seja, "concessões" do governo daquele país.
terça-feira, 8 de maio de 2007
FOFOQUINHAS DE SALÃO I
Vocês sabem quem foi o advogado que apanhou da mulher? Ôooo, cara, fica quieto em casa com uma destas, não registra nada...
RODA RODA VIRA, RODA RODA VEM II
Conversei, nesta noite de terça, com um alto dirigente de uma das cooperativas locais. Ele está apavorado com os portugas e com a ingenuidade local. Não preciso dizer mais nada...Ou melhor, como falei hoje, no programa do Sartório: como pode alguém que tem 70 milhões de euros (200 milhões) se interessar - por exemplo, no caso da Cotricasul - por galpões que valem, quando muito, 2 milhões de reais? Não seria mais racional investir numa planta nova, automatizada, coisa aí de 10-15 mihões e ficar com mais de 180 livres para comprar grãos? Alguém me explica?
segunda-feira, 7 de maio de 2007
OLHA O VIRA AÍ, GENTE!
Governo Marlon - 07/05/2007 - 22h39min
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if(!(x=d[n])&&d.all) x=d.all[n]; for (i=0;!x&&i
-->
Cooperativas descofiados com o português
Giuliano Fernandes
Uma pesquisa simples no www.google.com.br sobre o nome "Amadeu Costa Oliveira" revela informações que estão deixando produtores rurais sócios das cooperativas ainda mais desconfiados em relação ao projeto que o Grupo Centena está oferecendo para a Coriscal e Cotricasul. A empresa que está sendo criada por Amadeu Costa Oliveira no Brasil, a Centena, se apresentou na cidade na última sexta-feira propondo parceria de arrendamento total das cooperativas, prometendo pagar as dívidas existentes com produtores em troca do uso da estrutura das cooperativas por 10 anos.A Centena tem projeto para investir em produção de biodiesel, exportação de produtos beneficiados a base de arroz e soja, criação de uma bolsa de negócios e diversificação da produção agrícola de Cachoeira do Sul. Na internet, a maioria das páginas encontradas pelo Google relacionam o nome de Amadeu a processos judiciais ocorridos em Moçambique, onde ele é proprietário da maior serrarias de madeira e foi acusado de "vigarice e rotulado de falso empresário ao insinuar que foi vítima de tentativa de extorsão".Hoje, o dia foi de corre-corre nos bastidores, principalmente nas cooperativas e na Prefeitura, onde o currículo do empresário estava passando batido. O advogado Marcos Caseiro, que acompanhou o empresário português em sua apresentação aos cachoeirenses, conversou com a reportagem do Jornal do Povo e garantiu que seu cliente foi vítima nas ações ocorridas em Moçambique. "Ele não aceitou fazer parte de um esquema de tráfico de drogas e acabou sendo preso e até torturado. É uma situação muito delicada em que ele não gosta de falar" observou o advogado.
OLHA O VIRA AÍ, GENTE:
RODA, RODA VIRA,
RODA, RODA VEM,
JÁ ME PASSARAM A MÃO NA BUNDA
E EU AINDA NÃO COMI NINGUÉM!
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Cooperativas descofiados com o português
Giuliano Fernandes
Uma pesquisa simples no www.google.com.br sobre o nome "Amadeu Costa Oliveira" revela informações que estão deixando produtores rurais sócios das cooperativas ainda mais desconfiados em relação ao projeto que o Grupo Centena está oferecendo para a Coriscal e Cotricasul. A empresa que está sendo criada por Amadeu Costa Oliveira no Brasil, a Centena, se apresentou na cidade na última sexta-feira propondo parceria de arrendamento total das cooperativas, prometendo pagar as dívidas existentes com produtores em troca do uso da estrutura das cooperativas por 10 anos.A Centena tem projeto para investir em produção de biodiesel, exportação de produtos beneficiados a base de arroz e soja, criação de uma bolsa de negócios e diversificação da produção agrícola de Cachoeira do Sul. Na internet, a maioria das páginas encontradas pelo Google relacionam o nome de Amadeu a processos judiciais ocorridos em Moçambique, onde ele é proprietário da maior serrarias de madeira e foi acusado de "vigarice e rotulado de falso empresário ao insinuar que foi vítima de tentativa de extorsão".Hoje, o dia foi de corre-corre nos bastidores, principalmente nas cooperativas e na Prefeitura, onde o currículo do empresário estava passando batido. O advogado Marcos Caseiro, que acompanhou o empresário português em sua apresentação aos cachoeirenses, conversou com a reportagem do Jornal do Povo e garantiu que seu cliente foi vítima nas ações ocorridas em Moçambique. "Ele não aceitou fazer parte de um esquema de tráfico de drogas e acabou sendo preso e até torturado. É uma situação muito delicada em que ele não gosta de falar" observou o advogado.
OLHA O VIRA AÍ, GENTE:
RODA, RODA VIRA,
RODA, RODA VEM,
JÁ ME PASSARAM A MÃO NA BUNDA
E EU AINDA NÃO COMI NINGUÉM!
A NOVIDADE VEIO DAR A PRAIA
A novidade é que nosso ilustre deputado federal, Dr. JOG, repentinamente, passou a interessar-se por ecologia! Eu tenho visto cada coisa nesta minha curta existência!
DANÇA RODA VIRA, DANÇA RODA VEM...
É sério: não temos por que desconfiar dos portugueses. Mas é que já recebemos tanta chibatada...
Temos o péssimo hábito de dependermos sempre da novidade, dos de fora. Somos incapazes de gerir o que é nosso. Quantas sociedades de diferentes vocês conhecem em Cachoeira? Aqui se pensa assim: se é para meu sócio/empreendedor ganhar dinheiro, não me serve. Ou ganho eu sozinho, ou afundo e azar...
No caso em tela, não consigo, racionalmente, entender como possa ser interessante - exemplo da Cotricasul - comprar galpões velhos e obsoletos. Com 70 milhões de Euros, eu construo unidades modelo e compro grande parte da safra local.
Alguém me convence do contrário?
sábado, 5 de maio de 2007
BÍBLIA DA IGREJA ACEITA CHEQUE DO SÉTIMO DÍGITO
BÍBLIA GUASCA
Este texto anônimo foi encontrado escrito a ponta de facão no balcão de um bolicho, hoje tapera, no Passo do Elesbão, Quinto Distrito de Cacequi, naProvíncia de São Pedro do Rio Grande.
“OS CAUSO DAS ESCRITURA. Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada.Se não les contei, les conto agora.A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame farpado foi um tal de Abel.Mas nem chegou a estendê o primêro fio porque levou um pontaço nos peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay.Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.A estância essa ficava nas barranca de uma corredêra e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Côsa munto séria... Caiu água uma barbaridade !! Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho.A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Delúvio. Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atolêro.Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevêro.Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés.E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretêro, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto.Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano.Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão. Foi uma sangüêra danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão.Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E comovivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a caradele, que era pra não havê discordânça.Só que quando Deus Nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo... Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhêra pra família !Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida.O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três causo do mesmo feitio e nem um deles deu certo.Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida.O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casadeles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo.São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrêro, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre...E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução. Os maragato, chefiado por uma tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lázo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto.Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se prosmaragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzea, e ocuparam a Vila.Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário.Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito malafamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinhêra da Virge Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato.Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragato. Foi a peleia mais feia que se temconhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala.Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se, o índio...Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de ladoa lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura das costela.Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feirada paxão...Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeuspros amigo e se mandou-se de volta pro Céu. Mas deixou os dez mandamento, que são cinco e que se pode muito bem acolheráem dois:1º - Não se mata home pelas costa.2º - Nem se cobiça mulher dos ôtro pela frente.
Este texto anônimo foi encontrado escrito a ponta de facão no balcão de um bolicho, hoje tapera, no Passo do Elesbão, Quinto Distrito de Cacequi, naProvíncia de São Pedro do Rio Grande.
“OS CAUSO DAS ESCRITURA. Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada.Se não les contei, les conto agora.A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame farpado foi um tal de Abel.Mas nem chegou a estendê o primêro fio porque levou um pontaço nos peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay.Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.A estância essa ficava nas barranca de uma corredêra e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Côsa munto séria... Caiu água uma barbaridade !! Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro.O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho.A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Delúvio. Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atolêro.Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevêro.Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés.E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretêro, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto.Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano.Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão. Foi uma sangüêra danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho.Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão.Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo.Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E comovivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a caradele, que era pra não havê discordânça.Só que quando Deus Nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo... Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhêra pra família !Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida.O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três causo do mesmo feitio e nem um deles deu certo.Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida.O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casadeles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo.São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrêro, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre...E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução. Os maragato, chefiado por uma tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lázo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto.Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se prosmaragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzea, e ocuparam a Vila.Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário.Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito malafamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinhêra da Virge Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato.Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragato. Foi a peleia mais feia que se temconhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala.Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se, o índio...Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de ladoa lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura das costela.Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feirada paxão...Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeuspros amigo e se mandou-se de volta pro Céu. Mas deixou os dez mandamento, que são cinco e que se pode muito bem acolheráem dois:1º - Não se mata home pelas costa.2º - Nem se cobiça mulher dos ôtro pela frente.
04/05/2007 - 18h47 Brasileiros doam R$ 5,1 bi por ano a igrejas, aponta FGV
São Paulo - Os brasileiros despendem cerca de R$ 5,1 bilhões por ano em dízimos ou outros tipos de doações para igrejas e orfanatos. A estimativa foi feita pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e apresentada durante a divulgação da 2ª parte do estudo "Economia das Religiões: Aspectos Locais e Ascensão Social". "Esse valor supera o que é divulgado oficialmente pelas empresas em investimentos de responsabilidade corporativa", afirmou o economista
Quem me ajuda a criar uma nova igreja? O Bispo serei eu, preciso de pastores, de pastoras e de rebanho. O nome será A CEITA CHEQUE e será inscrita como entidade filantrópica...
São Paulo - Os brasileiros despendem cerca de R$ 5,1 bilhões por ano em dízimos ou outros tipos de doações para igrejas e orfanatos. A estimativa foi feita pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e apresentada durante a divulgação da 2ª parte do estudo "Economia das Religiões: Aspectos Locais e Ascensão Social". "Esse valor supera o que é divulgado oficialmente pelas empresas em investimentos de responsabilidade corporativa", afirmou o economista
Quem me ajuda a criar uma nova igreja? O Bispo serei eu, preciso de pastores, de pastoras e de rebanho. O nome será A CEITA CHEQUE e será inscrita como entidade filantrópica...
sexta-feira, 4 de maio de 2007
AQUELE ETERNO DEPUTADO...

Conta a lenda mais recente que um famoso deputado, representante de uma cidadezinha do interior deste Brasil, está aplicando mais uma das suas: após prometer pagar o som de uma promoção beneficente das "senhôras" dedicadas a uma nobre causa da saúde local, o dito cujo escafedeu-se e até o seu conhecido assessor está difícil de ser encontrado. Pode ser questão de horas ou dias, mas é claro que ele irá quitar esta dívida.
Se vocês ajudarem a divulgar, talvez seja mais rápido!
quinta-feira, 3 de maio de 2007
O QUE FALAR?
PSB O PSB estadual desconhece direção constituída em Cachoeira do Sul (“PSB quer secretaria inteira de Marlon”, JP de 27/4). O partido teve suas atividades encerradas devido ao longo período de inatividade política (dois anos) , não existindo órgão que possa representar legal e politicamente o PSB na cidade. Filiados citados na matéria manifestaram-me indignação com as informações e afirmações de Rangel Maus e Eduardo Minssen. Se esses senhores, individualmente, quiserem compor o Governo local, basta afastarem-se do PSB. Entretanto, utilizar-se do PSB para atender seus anseios pessoais é no mínimo estranho. Carlos Vollmer Secretário de organização do PSB/RS Porto Alegre (RS)
Não pode haver tratativas por parte do PSB em âmbito local, pela inatividade do partido em Cachoeira há dois anos. Não existe a possibilidade de ingressar no Governo Municipal sem que haja a discussão prévia em âmbito de diretório estadual. Ely Marciniak, Rejane Lima, Paulo Fortes e Edson B. de Souza Cachoeira do Sul (RS)
Estas duas cartas, publicadas no JP do dia 3 de maio de 2007 devem ser absorvidas ou como ridículas ou como o cúmulo de má fé. Se não vejamos:
1) Ely Marciniak, Rangel Maus, Arli Teles e Édson Souza, além de mim, é lógico, fizemos uma reunião em meu escritório há cerca de duas semanas atrás. Na ocasião, relatei que o governo Marlon me procurava insistentemente para fazer uma coligação. PERGUNTEI CLARAMENTE: Como devo tratar o caso? Após muita conversa, POR UNANIMIDADE, deliberaram que o PSB só entraria no governo Marlon se obtivesse uma secretaria inteira, não por cargos, mas por que seria a oportunidade do partido mostrar uma capacidade administrativa una, coesa. Por justiça, somente Arli Teles e eu dissemos claramente que não almejávamos cargo nenhum, em qualquer esfera.
2) Também por justiça, não tenho a certeza se dito pela D. Ely ou pelo seu Arli, foi repassado a todos que o Paulo Fortes, impossibilitado de comparecer, concordaria com o que a maioria decidisse. Rejane Lima não compareceu a reunião. Por isto não tomou posição e é a única que tem legimitade de dizer qualquer coisa sobre o tema.
3) Não faço parte da Comissão Provisória local. Logo, competia e compete aos senhores e senhoras que compõe esta instância a resposta ao Diretório Estadual sobre legitimidade ou não de qualquer atitude partidária em Cachoeira do Sul. No entanto, cumpre-me dizer ao senhor Vollmer que somos tratados como partido pelo próprio PSB, quer por cartas, telefonemas, etc.
4) Não reconheço, em qualquer nome acima citado, a mais tênue legitimidade em fazer qualquer citação ou ilação ao meu nome. Estão sendo falsos e desonestos. SÓ SEGUI CONVERSANDO COM O GOVERNO MUNICIPAL POR QUE ELES AUTORIZARAM! REFORÇO O QUE JÁ ESCREVI NESTE BLOGG, NO ORKUT, NO JP E NO DIÁRIO DE MARTE: NÃO QUERO, NÃO POSTULO, NÃO ALMEJO NENHUM CARGO PÚBLICO, EM QUALQUER ESFERA DE PODER. Logo...
5) Ao encaminhar amanhã no Cartório Eleitoral a minha desfiliação do único partido ao qual pertenci, quero lembrar aos citados e à comunidade de Cachoeira do Sul que:
a) Fui um dos fundadores do PSB local, a convite do prezado Fúlvio Celso Petracco;
b) Representei Cachoeira do Sul e o Rio Grande do Sul no I Congresso Nacional do PSB, em 1986, ao lado de preciosidades, como Adelmo Simas Genro, Fúlvio Petracco e outros.
c) Representei todo o PSB do Rio Grande do Sul na posse do então Prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, no Partido;
d) Marchei sempre só nesta cidade, sem nunca uma palavra de apoio partidário: Ação Popular pela retomada do terreno do atual IMEC, contra ACI e Prefeitura Municipal; na campanha municipal passada, representei eleitoralmente contra a candidatura oficial e o Jornal O Correio
pelas pesquisas expúrias, etc, etc.
Portanto, não será nenhum vaqueano das nulidades que vai ditar comportamento para mim. Até porque, tudo o que conversei, não foi visando o mais absoluto proveito próprio e sim uma DESIGNAÇÃO QUE CLARAMENTE ME PASSARAM. Tenho a certeza de que o Rangel Maus e o seu Arli podem perfeitamente abonar o que eu digo.
Eduardo Minssen
Não pode haver tratativas por parte do PSB em âmbito local, pela inatividade do partido em Cachoeira há dois anos. Não existe a possibilidade de ingressar no Governo Municipal sem que haja a discussão prévia em âmbito de diretório estadual. Ely Marciniak, Rejane Lima, Paulo Fortes e Edson B. de Souza Cachoeira do Sul (RS)
Estas duas cartas, publicadas no JP do dia 3 de maio de 2007 devem ser absorvidas ou como ridículas ou como o cúmulo de má fé. Se não vejamos:
1) Ely Marciniak, Rangel Maus, Arli Teles e Édson Souza, além de mim, é lógico, fizemos uma reunião em meu escritório há cerca de duas semanas atrás. Na ocasião, relatei que o governo Marlon me procurava insistentemente para fazer uma coligação. PERGUNTEI CLARAMENTE: Como devo tratar o caso? Após muita conversa, POR UNANIMIDADE, deliberaram que o PSB só entraria no governo Marlon se obtivesse uma secretaria inteira, não por cargos, mas por que seria a oportunidade do partido mostrar uma capacidade administrativa una, coesa. Por justiça, somente Arli Teles e eu dissemos claramente que não almejávamos cargo nenhum, em qualquer esfera.
2) Também por justiça, não tenho a certeza se dito pela D. Ely ou pelo seu Arli, foi repassado a todos que o Paulo Fortes, impossibilitado de comparecer, concordaria com o que a maioria decidisse. Rejane Lima não compareceu a reunião. Por isto não tomou posição e é a única que tem legimitade de dizer qualquer coisa sobre o tema.
3) Não faço parte da Comissão Provisória local. Logo, competia e compete aos senhores e senhoras que compõe esta instância a resposta ao Diretório Estadual sobre legitimidade ou não de qualquer atitude partidária em Cachoeira do Sul. No entanto, cumpre-me dizer ao senhor Vollmer que somos tratados como partido pelo próprio PSB, quer por cartas, telefonemas, etc.
4) Não reconheço, em qualquer nome acima citado, a mais tênue legitimidade em fazer qualquer citação ou ilação ao meu nome. Estão sendo falsos e desonestos. SÓ SEGUI CONVERSANDO COM O GOVERNO MUNICIPAL POR QUE ELES AUTORIZARAM! REFORÇO O QUE JÁ ESCREVI NESTE BLOGG, NO ORKUT, NO JP E NO DIÁRIO DE MARTE: NÃO QUERO, NÃO POSTULO, NÃO ALMEJO NENHUM CARGO PÚBLICO, EM QUALQUER ESFERA DE PODER. Logo...
5) Ao encaminhar amanhã no Cartório Eleitoral a minha desfiliação do único partido ao qual pertenci, quero lembrar aos citados e à comunidade de Cachoeira do Sul que:
a) Fui um dos fundadores do PSB local, a convite do prezado Fúlvio Celso Petracco;
b) Representei Cachoeira do Sul e o Rio Grande do Sul no I Congresso Nacional do PSB, em 1986, ao lado de preciosidades, como Adelmo Simas Genro, Fúlvio Petracco e outros.
c) Representei todo o PSB do Rio Grande do Sul na posse do então Prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, no Partido;
d) Marchei sempre só nesta cidade, sem nunca uma palavra de apoio partidário: Ação Popular pela retomada do terreno do atual IMEC, contra ACI e Prefeitura Municipal; na campanha municipal passada, representei eleitoralmente contra a candidatura oficial e o Jornal O Correio
pelas pesquisas expúrias, etc, etc.
Portanto, não será nenhum vaqueano das nulidades que vai ditar comportamento para mim. Até porque, tudo o que conversei, não foi visando o mais absoluto proveito próprio e sim uma DESIGNAÇÃO QUE CLARAMENTE ME PASSARAM. Tenho a certeza de que o Rangel Maus e o seu Arli podem perfeitamente abonar o que eu digo.
Eduardo Minssen
segunda-feira, 30 de abril de 2007
LEILÃO CATANDUVA
Não sei se chamou a atenção de algum leitor, mas o recente Leilão da Cabanha Catanduva (Barro Vermelho, Cachoeira do Sul), realizado neste fim-de-semana em Esteio foi antecedido até por página inteira, colorida, em Zero Hora. Detalhe: além dos dados técnicos do leilão, aparece o endereço do escritório da mesma (em Porto Alegre, of course...) mas não há nenhuma menção ao nome de Cachoeira na matéria. Até parece que a Cabanha ou fica em Porto Alegre ou em Marte...
sábado, 28 de abril de 2007
PREFEITURA
Já iniciei um processo contra um colunista e estudo contra um jornal. É impressionante o que se lê de asneira, pura, ou de má índole, na imprensa local.
Todos já leram, de uma forma ou de outra, ou já viram rascunhos de um desenhista senil, me associando ao Paço. Sobre isto, gostaria de deixar nos bytes algumas considerações:
1) Marlon tenta ampliar a sua base eleitoral para a próxima campanha;
2) Não vejo nenhuma diferença IDEOLÓGICA entre MASR, GG ou Pipa;
3) Fui convidado pelo prefeito para ouvir uma oferta de parceria entre o atual governo e o PSB (frize-se, não faço parte da nominata da Comissão Provisória do PSB) e tal convite aceitei. Aliás, como aceitaria vindo de qualquer outro ocupante do Casarão da XV. Parto do princípio que não adianta só criticar e , quando aparece uma oportunidade, mesmo parcial, de melhora, cair fora;
4) Me foi oferecido o CARGO QUE QUIZESSE. Disse NÃO, não sirvo realmente para CC de qualquer governo.
5) Marlon queixou-se das praças. Eu disse que tinha a solução e, empresarialmente, estaria apto a assumir e, em 30 dias, resolveria toda a sujeira e embelezamento básico. Disse que o contrato estava com a Conesul (esclareço: é um dos ítens do contrato do lixo, desde 2001, porém ele nunca foi ativado, a Conesul nunca fez e o município nunca pagou...) e ela teria que terceirizá-lo, ou melhor, sub-empreitá-lo, o que é perfeitamente legal;
6) Desejoso de dar uma resposta à comunidade que o cobra diariamente e, até por que os valores envolvidos seriam razoavelmente baixos (esclareço: como qualquer empresa, estariam cobertos os custos de 5 funcionários, impostos, combustíveis, maquinário e uma módica margem de lucro de 20%, com todo o risco advindo, conforme planilha que enviei à Secretaria de Administração) Marlon autorizou os seus assessores a levar em frente a idéia. Porém, alguma cabeça iluminada RETIROU este ítem da renovação passada (explico: desde Pipa, em 2001, o contrato vem sendo renovado todo o dia 31 de dezembro, utilizando-se o índice do IGPM para correção). Assim, segundo o Jurídico da Prefeitura, só resta fazer um termo aditivo ou fazer nova licitação. Que, esclareço desde já, não creio que eu vá participar, apesar do grito dos meus futuros empregados...
7) O PSB reuniu-se e decidiu só pensar em coligação se houvesse a possibilidade de assumir uma secretaria como um todo, ou seja, para mostrar realmente serviço (a ser cobrado!) e não pontilhar filiados por quadros difusos. Foi aí que planejei a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Patrimônio Hsitórico e Cultural de Cachoeira do Sul, que ENGLOBARIA SOMENTE ÓRGÃOS QUE JÁ EXISTEM, PORÉM NÃO TEM UMA REAL POLÍTICA DE TRABALHO: DVA(Saúde), Viveiro Municipal(Agricultura), Departamento de Parques & Jardins(Obras) e Núcleo Municipal de Cultura(Biblioteca, Museu, Jardim Zoológico, Casa de Cultura - vinculado ao Gabinete do Prefeito). Teria que ser criado, por decreto, SOMENTE O CARGO DE SECRETÁRIO, o futuro real organizador desta zorra toda. Os Conselhos de Meio Ambiente e Patrimônio Hsitórico finalmente teriam VEZ e VOZ!
8) O governo julgou inviável tal proposta;
9) Para que entendam o alcance, se fosse interesse eleitoreiro, a Secretaria de Planejamento está vaga...
10) Volto a repetir: não quero, não aceito nenhum cargo público. Mas não tenho pudores em ajudar qualquer um que ocupe o Paço Municipal, se for para o bem da cidade;
11) Coligações para 2008, de minha parte pessoal:
a) GG, mantenho a maior afinidade. A coligação passada, no entanto, deixou muitas seqüelas: tenho R$ 1.000,00 em débitos com a AESul, já que assumi a conta do Comitê; os Figueiró, quando contei a realidade do Volny ter sido 4 anos membro da Arena, nem me cumprimentam mais; o ex-vice Leonel me processa na Justiça; a ex-produtora cultural da coligação, Mireila Kruel, não fala mais comigo (O PMDB pagou 48 dos R$ 50 mil da produção atrazado) . Sinto-me um pouco traído, pois não havia caixa programado, GG teve que operar até as vésperas do pleito e perdemos a eleição não pelos 700 votos, mas sim por 350 + 1, arredondando. Saliente-se que GG nunca me prometeu (cargos) antes, muito menos agora;
b) Pipa: já nos processamos mutuamente, tenho um bom contato pessoal mas, é óbvio, por tudo o que representa de retrocesso social e político para a cidade, além da valorização exacerbada dos amigos "inhos", é inviável qualquer coligação. Processei o OCO pela fraude das pesquisas passadas. Já mandou enviado me oferecer a Secretaria de Agricultura num eventual Pipa Three.
c) Marlon: Ninguém nesta cidade foi mais crítico do que eu, em todas as suas pantomimas anteriores. Não deixei nada que passasse sem descascá-lo. Porém, dentro de sua humildade, resolveu acercar-se de algumas pessoas melhores e tenta acertar o passo, mesmo com ainda muitas falhas latentes. Politicamente, representa o mesmo que os anteriores, em termos ideológicos.
d) PT: uma incógnita. Junto com GG, pressionamos para que o Theonas fosse de vice do GG - teríamos ganho a eleição! - mas não foi possível. Ao menos após o pleito o Neiron reconheceu que foi um erro. E não me venha nenhum petista falar de pruridos com o PMDB. Basta dizer que o Dr. JOG é hoje um dos mais ferrenhos aliados de Lula, só para resumir bem resumidinho!
Acho que esta síntese é fiel aos fatos.Manifestem-se à vontade!
Todos já leram, de uma forma ou de outra, ou já viram rascunhos de um desenhista senil, me associando ao Paço. Sobre isto, gostaria de deixar nos bytes algumas considerações:
1) Marlon tenta ampliar a sua base eleitoral para a próxima campanha;
2) Não vejo nenhuma diferença IDEOLÓGICA entre MASR, GG ou Pipa;
3) Fui convidado pelo prefeito para ouvir uma oferta de parceria entre o atual governo e o PSB (frize-se, não faço parte da nominata da Comissão Provisória do PSB) e tal convite aceitei. Aliás, como aceitaria vindo de qualquer outro ocupante do Casarão da XV. Parto do princípio que não adianta só criticar e , quando aparece uma oportunidade, mesmo parcial, de melhora, cair fora;
4) Me foi oferecido o CARGO QUE QUIZESSE. Disse NÃO, não sirvo realmente para CC de qualquer governo.
5) Marlon queixou-se das praças. Eu disse que tinha a solução e, empresarialmente, estaria apto a assumir e, em 30 dias, resolveria toda a sujeira e embelezamento básico. Disse que o contrato estava com a Conesul (esclareço: é um dos ítens do contrato do lixo, desde 2001, porém ele nunca foi ativado, a Conesul nunca fez e o município nunca pagou...) e ela teria que terceirizá-lo, ou melhor, sub-empreitá-lo, o que é perfeitamente legal;
6) Desejoso de dar uma resposta à comunidade que o cobra diariamente e, até por que os valores envolvidos seriam razoavelmente baixos (esclareço: como qualquer empresa, estariam cobertos os custos de 5 funcionários, impostos, combustíveis, maquinário e uma módica margem de lucro de 20%, com todo o risco advindo, conforme planilha que enviei à Secretaria de Administração) Marlon autorizou os seus assessores a levar em frente a idéia. Porém, alguma cabeça iluminada RETIROU este ítem da renovação passada (explico: desde Pipa, em 2001, o contrato vem sendo renovado todo o dia 31 de dezembro, utilizando-se o índice do IGPM para correção). Assim, segundo o Jurídico da Prefeitura, só resta fazer um termo aditivo ou fazer nova licitação. Que, esclareço desde já, não creio que eu vá participar, apesar do grito dos meus futuros empregados...
7) O PSB reuniu-se e decidiu só pensar em coligação se houvesse a possibilidade de assumir uma secretaria como um todo, ou seja, para mostrar realmente serviço (a ser cobrado!) e não pontilhar filiados por quadros difusos. Foi aí que planejei a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Patrimônio Hsitórico e Cultural de Cachoeira do Sul, que ENGLOBARIA SOMENTE ÓRGÃOS QUE JÁ EXISTEM, PORÉM NÃO TEM UMA REAL POLÍTICA DE TRABALHO: DVA(Saúde), Viveiro Municipal(Agricultura), Departamento de Parques & Jardins(Obras) e Núcleo Municipal de Cultura(Biblioteca, Museu, Jardim Zoológico, Casa de Cultura - vinculado ao Gabinete do Prefeito). Teria que ser criado, por decreto, SOMENTE O CARGO DE SECRETÁRIO, o futuro real organizador desta zorra toda. Os Conselhos de Meio Ambiente e Patrimônio Hsitórico finalmente teriam VEZ e VOZ!
8) O governo julgou inviável tal proposta;
9) Para que entendam o alcance, se fosse interesse eleitoreiro, a Secretaria de Planejamento está vaga...
10) Volto a repetir: não quero, não aceito nenhum cargo público. Mas não tenho pudores em ajudar qualquer um que ocupe o Paço Municipal, se for para o bem da cidade;
11) Coligações para 2008, de minha parte pessoal:
a) GG, mantenho a maior afinidade. A coligação passada, no entanto, deixou muitas seqüelas: tenho R$ 1.000,00 em débitos com a AESul, já que assumi a conta do Comitê; os Figueiró, quando contei a realidade do Volny ter sido 4 anos membro da Arena, nem me cumprimentam mais; o ex-vice Leonel me processa na Justiça; a ex-produtora cultural da coligação, Mireila Kruel, não fala mais comigo (O PMDB pagou 48 dos R$ 50 mil da produção atrazado) . Sinto-me um pouco traído, pois não havia caixa programado, GG teve que operar até as vésperas do pleito e perdemos a eleição não pelos 700 votos, mas sim por 350 + 1, arredondando. Saliente-se que GG nunca me prometeu (cargos) antes, muito menos agora;
b) Pipa: já nos processamos mutuamente, tenho um bom contato pessoal mas, é óbvio, por tudo o que representa de retrocesso social e político para a cidade, além da valorização exacerbada dos amigos "inhos", é inviável qualquer coligação. Processei o OCO pela fraude das pesquisas passadas. Já mandou enviado me oferecer a Secretaria de Agricultura num eventual Pipa Three.
c) Marlon: Ninguém nesta cidade foi mais crítico do que eu, em todas as suas pantomimas anteriores. Não deixei nada que passasse sem descascá-lo. Porém, dentro de sua humildade, resolveu acercar-se de algumas pessoas melhores e tenta acertar o passo, mesmo com ainda muitas falhas latentes. Politicamente, representa o mesmo que os anteriores, em termos ideológicos.
d) PT: uma incógnita. Junto com GG, pressionamos para que o Theonas fosse de vice do GG - teríamos ganho a eleição! - mas não foi possível. Ao menos após o pleito o Neiron reconheceu que foi um erro. E não me venha nenhum petista falar de pruridos com o PMDB. Basta dizer que o Dr. JOG é hoje um dos mais ferrenhos aliados de Lula, só para resumir bem resumidinho!
Acho que esta síntese é fiel aos fatos.Manifestem-se à vontade!
INFELIZMENTE...
Os do mal tem mesmo muita sorte: ainda transitam pela cidade, após logros & malogros. Seus mandados prisionais passeiam de mesa em mesa. Não sei, meus informantes ou não sabem que há algo muito maior por vir, ou tudo ficará para as calendas gregas...
quinta-feira, 26 de abril de 2007
HISTÓRIAS QUE CACHOEIRA JAMAIS ESQUECERÁ - I
POR SUPUESTO
Era muito comum, nos anos 50 e 60, a ida e vinda de excursões uruguaias e cachoeirenses, para integração cultural e de amizade. Principalmente pela obra do fotógrafo Francisco Di Marco.
Pois na chegada de uma embaixada esportiva da banda oriental, um cidadão simples, de origem italiana, mas vivente em nossa urbe, foi apresentado a um dos chegantes. Este, com a tradicional fineza uruguaia, disse:
- “Encantado, señor!”
- “Nova Treviso, amigo...”
Era muito comum, nos anos 50 e 60, a ida e vinda de excursões uruguaias e cachoeirenses, para integração cultural e de amizade. Principalmente pela obra do fotógrafo Francisco Di Marco.
Pois na chegada de uma embaixada esportiva da banda oriental, um cidadão simples, de origem italiana, mas vivente em nossa urbe, foi apresentado a um dos chegantes. Este, com a tradicional fineza uruguaia, disse:
- “Encantado, señor!”
- “Nova Treviso, amigo...”
segunda-feira, 23 de abril de 2007
domingo, 22 de abril de 2007
ESPEREM E VERÃO...
Nas próximas horas (agora são 03:37 do dia 23) ou poucos dias espera-se, em Cachoeira, violenta ação legal da Polícia Federal, cumprindo mandados de prisão. Também a Justiça Federal vai promover o arresto de bens de várias pessoas ligadas ao agribusiness. Cobrem-me...
ESTE BRASIL MARAVILHOSO!
Que país no mundo tem um município que se chama Theobroma? Para quem não sabe, fica em Rondônia, tem 15 mil habitantes e 2,2 milhões de km2 de área. Coisinha de 700 vezes maior que Cachoeira. Theobroma cacao é o nome científico do cacau, a planta sagrada do chocolate. Theobroma lembra juventude (?!?) mas é poesia pura. Viva o país que tem um município chamado de THEOBROMA!
STAS E AS ROUPINHAS
A discussão do momento são as marcas, ou quais as griffes de roupa que a Stas jogou fora. Talvez até discutam o crime ambiental (queima de roupas, jogar lixo na sanga...) , mas ninguiém ainda tocou no absurdo destas campanhas de donativos. Como muito bem lembrou o LIS (Luciano Iserhardt Scherer) numa das OCC´s (Orkut´s Cachoeirenses Communities) , uma secretaria que sorteou até mamografias (!) agora prepara uma nova campanha de roupas para 2007! Não doem. Levem diretamente o que tiverem para os realmente necessitados. É impossível que alguém não tenha algum conhecido ou conhecido-do-conhecido que esteja precisando. Sem intermediários, sem "interéeesssess" como diria o falecido.
Eleições 2008
Brasileiro, mas cachoeirense principalmente, adora adiantar tudo. O Pipa II nem terminou, o Marlon I ainda se arrasta e já estamos pensando em 2008! Da maneira que as coisas estão postas, deveremos ter um páreo duro, com 3 competidores realmente com chance:GG (por ser ainda virgem e ter saído como vítima do outro pleito), Pipa (pela força econômica e política de seu grupo) e Marlon (pelo seu carisma pessoal e por ter a "máquina"). Claro, salvo acontecimentos espúrios (que voltarão a ocorrer...) , como aquela pesquisa eleitoral com 65% de erro no resultado e que tirou GG da Prefeitura. Hoje, pensa-se apenas nas coligações, já que o tempode tv e rádio são fundamentais. Propostas sérias de governo, realmente, ficarão para as calendas gregas. Ou troianas...
terça-feira, 27 de março de 2007
BR 153
Depois do desastre trágico - mais um! - da Fernanda Schaurich e o carro de malote de banco que voou na curva do Castagnino e pegou fogo, além de todas as outras centenas que já aconteram numa das estradas mais fáceis de se dirigir, dá prá se dizer que a 153 é uma estrada "carregada"?
BLECAUTE
O que dizer, gente, do blecaute da noite passada? Tudo bem, acontece...E a água faltando logo após? Será que com os R$ 600 mil de lucro por mês que a Corsan tem em Cachoeira não dá para comprar um gerador próprio, movido a diesel, para estas emergências
quarta-feira, 21 de março de 2007
COMÉRCIO NA CIDADE
Uma informação comercial: a tradicional Tumelero sairá da Ernesto Alves e vai para o fervo da Júlio, bem junto à principal concorrente (Herval). Vai ocupar o prédio que era utilizado pela Venax, logo acima do Náutico.
Pesquisa de intenção de votos
Pois o JP de hoje está trazendo uma pesquisa sobre as intenções de voto para prefeito de Cachoeira do Sul.
Em síntes, GG tem o mais do que MASR e Pipa juntos. A pesquisa também apresenta Oscar Sartório e Neiron Viegas como candidatos.
Pergunto:
1) Este quadro é real?
2) Os cinco candidatos apresentados representam o perfil de necessidades de Cachoeira
Em síntes, GG tem o mais do que MASR e Pipa juntos. A pesquisa também apresenta Oscar Sartório e Neiron Viegas como candidatos.
Pergunto:
1) Este quadro é real?
2) Os cinco candidatos apresentados representam o perfil de necessidades de Cachoeira
segunda-feira, 19 de março de 2007
Ainda "indo"
Me amansando com estas altas tecnologias!
1) O Marcelo Biles publicou uma genial no Orkut: um vampiro resolveu instalar-se numa repartição pública. A partir daí, começou a traçar - ou sugar! - um aspone por dia. Ninguém notou! Até que o mamífero alado resolveu chupar a tia do cafezinho! Quase caiu a casa...
2) Alguém me informa se resultaram em algo, as "expedições" de caça à sucuri neste fim-de-semana? Tinha caiaqueiro descendo o rio; pessoal em lancha, sendo arrastado como isca humana! E o bicho, será que avistaram ao menos?
SEM PALAVRAS
Amigos:
Não tenho palavras para agradecer as manifestações dos amigos e anônimos.
Isto aqui é só um start.
Este espaço estará às ordens, para qualquer um!
Não tenho palavras para agradecer as manifestações dos amigos e anônimos.
Isto aqui é só um start.
Este espaço estará às ordens, para qualquer um!
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